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domingo, 29 de setembro de 2013

Projeto Wedding Cake Topper

Outro pormenor da tradição casamenteira que não poderíamos deixar de ter, e que me deu imenso gosto em pesquisar foi os "noivos" (em iglês- wedding cake topper). Este costume de colocar as figuras em miniatura do casal no topo do bolo de casamento, remonta ao final do século 19 e representa a união e a unidade do casal, e é realmente a única parte do bolo que pode ser mantida ao longo dos anos, para além de fotografias do mesmo! Hoje em dia, estas figurinhas decorativas são muitas vezes parte do tema de casamento e já ultrapassaram as figuras tradicionais do noivo e da noiva, existindo no mercado uma imensidão de diferentes estilos de wedding cake toppers, cada vez mais personalizáveis.
Para o nosso casamento, mais uma vez optámos pelo tradicional e encomendámos no website etsy a nossa versão em miniatura. Para isso tivemos que dar indicações à artesã acerca das caraterísticas físicas de ambos, estilo de vestido de noiva e cores do traje do noivo, da gravata e do ramo de flores.

"Demorámos" cerca de 3 longos meses a ser concluídos e, durante esse período, não poderia estar mais expetante por ver o resultado final. No dia em que "nos" recebi, emocionei-me com a fragilidade e beleza da versão inanimada e em miniatura de nós próprios,  e consegui ter uma visão de como iríamos estar no dia do nosso casamento:
Fotografia: Momento Cativo
 Wedding Cake Topper þ

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Put yourself in my shoes

Depois da experiência negativa que tive ao experimentar o primeiro vestido de noiva, voltei a ter a mesma sensação ao usar uns sapatos de noiva, durante a prova de vestidos na Pronovias - "não vou aguentar um dia inteiro com isto...".
 
Desde o início que associei a expressão "put yourself in my shoes" à escolha dos sapatos, não por uma questão de empatia, mas pelo fato de achar que sapatos de noiva bonitos não têm necessariamente que ser desconfortáveis. Antes pelo contrário, devem ser confortáveis, uma vez que a coitada da noiva passa diversas horas em cima deles... O ideal é o salto não exceder os cinco centímetros de comprimento.
Foi então que encontrei, nas minhas primeiras pesquisas web, os escolhidos!  Mais tarde, a escolha parecia ter sido confirmadíssima, depois de os ter experimentado nos armazéns Harvey Nichols em Londres. Os magníficos sapatos Vivienne Westwood Melissa Dragon Heart in white!
 
 
Para além de originais e confortáveis (uma vez que são de borracha natural), ficam lindos no pé! Já para não falar no pormenor do coração vermelho encaixar lindamente no tema de casamento "música no coração". Perfeito!

No entanto, ao tentar encontrar a perfeição, fui vítima de um esquema... Comprei os sapatos numa loja online e... eram falsos. Só me apercebi quando os recebi... Supostamente o site era britânico, no entanto, a encomenda veio da China e para além de o PVC ser nitidamente de má qualidade, fiquei com o coração na mão... pois é, descolou-se!  E para levantar a encomenda ainda tive que pagar 30€... Que raiva...!

Continuava assim em busca dos sapatos perfeitos, para o dia perfeito. E uma vez que faltava menos de um mês para o casamento, o desespero de noiva levava-me a pensar que, se não Os encontrasse, teria de levar qualquer coisa que me entrasse no pé...
Foi então que decidi recorrer a uma amiga, para me ajudar na busca. Destino- baixa de Lisboa, objetivo- encontrar os meus sapatos de casamento (e a um bom preço), plano alternativo- Jimmy Choo!

Apesar do meu desespero, não posso dizer que tenha sido um dia stressante. Acabou por se tornar num dia de compras bem passado, ao estilo de "O Sexo e a Cidade", versão lisboeta, reduzido a Carrie Bradshaw e a Miranda Hobbes. Por um momento imaginei que, a mesma magia do Universo que leva a que seja o vestido de casamento a escolher a noiva e não o inverso, pudesse acontecer com os meus sapatos... E assim, não teria mais que me preocupar, uma vez que eles já me teriam escolhido e estariam reservados para mim... Mas porque não apareciam eles? Mais uma loja e... nada. Frustração...
Era hora de desistir... O dia tinha acabado na Avenida da Liberdade.

Passado uma semana, decidi rever os meus favoritos- Kate Spade, Badgley Mischka e Melissa by Vivienne Westwood... Todos eles de estilistas americanos, sem lojas oficiais em Portugal... Nesta altura, questionei a minha nacionalidade e praguejei, por me terem enviado sapatos "de coração partido"... "Teriam sido mesmo aqueles, se ao menos fossem originais", pensava eu...

Ora, qualquer mulher sabe que, em caso de depressão ou frustração, uma coisa que resulta lindamente é a chamada "terapia das compras". E assim fiz eu, automediquei-me com uma tarde de compras no C. Comercial Vasco da Gama e, como que aliada à terapia alternativa, a magia aconteceu: encontrei os meus sapatos, ou melhor... os meus sapatos encontraram-me!

 
Wedding Shoes þ

domingo, 20 de janeiro de 2013

Capítulo VIII: A escolha da Quinta/ Data

O que não nos agradou na visita à maioria das quintas, foi a falta de transparência. O preço base até podia ser convidativo, no entanto, em algumas quintas que visitámos, quase tudo era considerado um "extra, o que acabava por encarecer o valor base. Se queríamos mesa de mariscos e bar aberto, tínhamos que pagar à parte. Até pormenores na decoração das mesas era considerado um extra em algumas quintas. Para quê complicar? E no final, fazendo as continhas todas e somando os extras, acrescia, à vontade 20% sobre o preço base, por pessoa.

A 1ª Quinta que visitámos foi a Quinta da Memória- http://www.quintadamemoria.com. O que nos agradou desde o início, nesta quinta,foi o fato de estar situada junto ao Rio Dão. O salão era espaçoso e tinha um estilo rústico, no entanto, o espaço exterior era mais pequeno do que as fotos do website faziam prever.
 
Continuando as pesquisas na web, encontrei a Quinta da Cerca- http://www.quintadacerca.pt. Uma quinta com vinhas e com a Serra de Estrela como pano de fundo, o espaço era magnífico! O salão era  também rústico, mas com uma boa luz natural, ao contrário do da Quinta da Memória, que achámos mais escuro. No entanto, é escusado falar novamente na questão da falta de transparência...
 
A pedido de muitas famílias, fomos ainda visitar a Quinta do Castelo- http://www.quintadocastelo.pt. Localizada na minha terrinha, ideia que agradava principalmente aos nossos pais, esta é uma quinta simpática, apesar de não ser bem o que procurava para realizar a receção.
 
A nossa busca, apesar de parecer terminada, uma vez que os nossos pais tinham adorado a Quinta do Castelo, ainda não tinha fim à vista. Ao contrário da Quinta do Castelo, a Quinta da Cerca estava mais próxima daquilo o que eu tinha idealizado. No entanto, havia algo na gestão de eventos que soava a oportunista...
 
E foi então que, por intermédio de uma colega de trabalho que me estava a ajudar nas pesquisas, que encontrei a Quinta do Barreiro- http://www.quintadobarreiro.pt. Localizada no distrito de Viseu, numa região rural, a quinta encontra-se repleta de paisagens magníficas.
 
No dia da visita à Quinta do Barreiro, o que nos agradou de imediato foi o atendimento. Antes de visitarmos o espaço, reunimos com o assistente, que nos mostrou o menu e os serviços. Ficámos impressionados pela positiva quando soubemos o preço por pessoa, com tudo incluído e sem extras! What you see is what you get! Assim é que eu gosto! A quinta tem 3 salões diferentes, cada um com o seu jardim e parque de estacionamento. Três espaços distintos e independentes. O 1º salão encanta pelo seu jardim com árvores centenárias. O 2º, pelo fato de ser envidraçado, cheio de luz natural e com os seus canteiros de Hortências, é também o salão mais amplo. O 3º salão, e o mais pequeno, possui um pequeno altar  e tem uma paisagem rural linda. Escusado será dizer, que ficámos indecisos na altura.
 
Acabámos por optar pelo 1º salão, por duas razões: primeiro, porque me tinha apaixonado pelos seus jardins e segundo, porque era o mais adequado ao número de convidados que tínhamos em previsão. O dia 13/07/13 já estava ocupado em todos os salões... Escolhemos então o dia 9/06/13, por ser um Domingo (que era também mais barato), uma vez que 2ª-feira, 10 de Junho é feríado. Só mais tarde é que me lembrei que o inconveniente da cerimónia de casamento ser a um Domingo, é o fato de se realizar durante a missa habitual de Domingo, com os paroquianos a assistir. Podia dizer adeus à cerimónia intimista que sempre idealizei...
 
Entretanto, fizémos melhor as contas ao número total de convidados e apercebêmo-nos que iríamos convidar mais pessoas do que as que tínhamos inicialmente previsto. Sendo assim, o espaço do salão nº 1 iría, provavelmente ser limitado. Marcámos nova reunião com a quinta e, desta vez, optámos pelo salão nº2 que me tinha agradado, por ser amplo e ter mais luz natural e, finalmente, escolhemos a data: 15 de Junho de 2013.
 
Quinta e Data da Cerimónia þ

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Capítulo VII: A escolha da Data

Já tínhamos decidido que 2013 iría se o ano, agora só faltava escolher o dia e o mês! Já nem me recordo de quantas vezes alterámos a data do "casório", mas foram algumas. Inicialmente o Vitor sugeriu que fosse no dia dos meus anos, ideia que particularmente não me agradou, uma vez que ou fazia anos, ou me casava! E em Março achámos que era capaz de estar fresquinho e tal...! Depois, voltando ao número 13, e por coincidência, lembrei-me do dia 13/07/13, o mesmo dia em que os meus pais se casaram! Adivinhava-se uma data especial!
 
Só cerca de um ano após termos ficado noivos é que resolvemos ter a tal conversa séria com os nossos pais: "Pai, mãe, já parece mal estarmos noivos, vamos lá então despachar isto! Como estão de finanças?". O que tínhamos inicialmente idealizado era casar numa quinta no Douro, numa cerimónia intimista, só com a família mais próxima. Ideia que não agradou a ambas as partes da família, por ser longe e por não ser a terra da noiva. No dia 11 de Fevereiro de 2011 vimos a nossa primeira quinta com os meus pais. A organização do nosso casamento tinha oficialmente começado.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capítulo VI: Back to Reality

Nunca nada nem ninguém me tinha surpreendido tanto! Ao ir a Paris, não imaginava que ía amar a cidade, como amei, e jamais, que voltaria de lá noiva! A vida realmente não pára de nos surpreender! De volta a Portugal, sentia que tudo era possível e estava ao meu alcance. Tinha óptimas perspetivas, uma vez que o presente não podía estar a correr melhor, tirando o pormenor das negociações para a casa que pretendíamos, terem "ido por água abaixo"...
 
Reunimos com a nossa família e contámos que estávamos noivos. Não tínhamos pensado ainda numa data para o casamento, porque entretanto havia uma série de questões a nível profissional, que estavam a aguardar resolução e o importante era o fato de termos subido mais um patamar na nossa relação: o Vitor tinha passado de namorado/ companheiro a noivo. Ok, um papel muito mais provisório que o anterior, nós sabíamos. Acerca deste último, pode mesmo dizer-se que tem prazo de validade! Perante a pergunta óbvia que alguém coloca quando lhe dizemos que vamos casar, a nossa resposta, essa era tudo menos óbvia. Não, não era "o mais rápido possível" ou "talvez na próxima Primavera". Era mesmo: "talvez daqui a 2 anos, lá para 2013"! lol Perante a qual ouvíamos comentários do género: "txiii, ainda falta tanto!" ou "o meu namorado, no dia em que me pediu em casamento, exigi imediatamente que marcássemos uma data"! Mas nós não tínhamos pressa: já namorávamos há 8 anos e morávamos juntos há 5, não havia necessidade de precipitar as coisas. Afinal de contas, 2 anos iríam passar num abrir e fechar de olhos e, para nós, o número 13 sempre foi auspicioso, achávamos que iría trazer sorte ao nosso casamento.
 
Inexplicavelmente, passados 2 anos à procura de casa e de quase termos desistido, surgiu uma nova oportunidade. Uma das inúmeras imobiliárias que tinham ficado com o nosso contato ligou-nos a perguntar se gostaríamos de marcar uma visita a um apartamento que estava à venda por um óptimo preço. O valor era tão apelativo que decidimos marcar ainda para esse dia, uma vez que a agente imobiliária frisou que já tinha uma série de visitas programadas. Foi desta maneira repentina que decidimos comprar casa, em Maio de 2011 numa 6ª-feira 13 (ou foi sorte ou milagre)! Não era a casa dos nossos sonhos, mas foi a escolhida, por nós e pelo destino!
 
Ora, estávamos noivos, já tínhamos casa e alguma segurança a nível profissional, só faltava marcar a data do casamento. Entretanto, o destino resolveu pregar-nos uma partida e, em Agosto de 2011 mandou o meu querido noivo um mês para a China... Eu só sei que fiquei de "olhos em bico", porque já não estava habituada a estar sozinha. Custou-me imenso, no entanto acabou por fortalecer mais ainda a nossa relação!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Capítulo V: O Senhor dos Anéis

Não podia estar mais feliz! Assim que cheguei ao hotel quis logo dar a notícia aos meus pais. Não conseguia esperar para contar a novidade pessoalmente só quando chegássemos a Portugal! Liguei-lhes, e disse que o Vitor me tinha oferecido um anel com um diamante e... íamos casar! Os meus pais ficaram felicíssimos, é claro! Apetecia-me ligar a toda a família e contar, sentia-me cheia de felicidade e tinha que partilhar parte com alguém, senão explodia. Lá fiz um esforço para me conter!
 
O Vitor, entretanto confessou que tinha andado o dia inteiro com o anel na mochila, à espera do momento perfeito para fazer a proposta, tal Frodo, no filme "O Senhor dos Anéis"! lol Esteve quase para o fazer quando estávamos sentados na escadaria de Sacre Coeur, porém, sentiu que, de alguma forma, tinha deixado passar o momento. No entanto, a vida é feita de acasos e a maior parte das vezes, não adianta planear, mas improvisar e deixar que o destino faça o resto. Os momentos perfeitos nunca são encenados, são espontaneamente surpreendentes. Confessou também que tinha pesquisado em blogs sobre os sítios mais românticos para fazer o pedido em Paris. A Torre Eiffel estava no top, mas tencionava fazê-lo num local diferente. Apesar de toda a dedicação penso que qualquer lugar seria especial, nem que tivesse sido no cemitério Père Lachaise (que eu adorei), o importante é o simbolismo do pedido: passarmos o resto da vida juntos e fazer uma cerimónia especial para selar a nossa união.
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Capítilo IV: O pedido

Entretanto, lá passeávamos nós por Paris, felizes e apaixonados a viver "la vie en rose". Apesar de só estarmos umas milhas afastados do nosso país, parecíamos estar num universo paralelo, um mundo à parte, perfeito, onde os problemas não existem, ou pelo menos, conseguimos não pensar neles.
 
Foi no dia do nosso 7º aniversário de namoro. Já tínhamos ido a Montmartre, de manhã e almoçámos por lá, num bistrô, um restaurante típico francês. O Vitor parecia-me estranho, algo pensativo e até um pouco tenso (agora que me recordo). No entanto, não valorizei. Fomos depois até Champs de Mars. Tínhamos planeado passear pela zona da Torre Eiffel e talvez fazer um passeio de barco pelo Sena. O dia estava frio, mas havia no ar uma energia reconfortante, a acompanhar de um cheirinho a crepes, que por vezes se fazia sentir, vindo das crêperies ambulantes. Não quisemos ignorar os nossos sentidos e comemos um maravilhoso crepe com chocolate. A Torre Eiffel vista de perto parecia tirada de um filme fantástico, com os seus jardins envolventes vestidos de Inverno. Fomos até à beira-rio, tínhamos então decidido fazer o passeio de barco. Sondámos os preços junto de algumas das empresas, comprámos os bilhetes e estávamos a aguardar a hora de embarque. Tocou o telemóvel do Vitor. Era o construtor a dar a notícia que nós tanto receávamos: não tinha sido aceite a proposta para a compra da casa dos nossos sonhos... Foi nessa altura que caí na realidade, voltei a Portugal por uns breves instantes... Ficámos desolados, apesar de acharmos que queríamos muito a casa, não poderíamos pagar o valor que o construtor pretendia. O Vitor tentou reconfortar-me, dizendo que iríamos procurar melhor, que talvez o destino assim quisesse.
 
O passeio foi lindo: saímos da Torre Eiffel e fomos até à ponta da Ilê de la Citê e depois voltámos ao ponto de partida. Já tinha anoitecido. Vimos a cidade toda iluminada ao som de músicas francesas românticas. A cidade luz. A Torre Eiffel estava linda, assim como Notre Dame e tudo o que estava na orla do rio. Vimos também a Ponte Alexandre III e a Ponte Neuf. Apesar de tudo, não poderíamos ter recebido a notícia em pior altura... Continuava triste e desiludida e acabei por não tirar o máximo partido da experiência... Estávamos a chegar ao cais de desembarque, quando o Vitor sugeriu que fôssemos até ao convés, para podermos ter uma melhor vista da Torre Eiffel. Tinha começado a cair uma chuva miudinha e eu abri o guarda-chuva. Por momentos distraí-me a apreciar a Torre Eiffel toda iluminada e quando olhei para o Vitor, ele disse: "Deixa lá, podemos não ter casa mas têmo-nos um ao outro! Queres casar comigo?". Tinha-se ajoelhado e na mão tinha uma pequena caixa com o Anel! Update : estava em Paris, já tinha antes ido a Portugal, por uns breves segundos, mas naquele instante devo ter ido à Lua e voltado! Tinha sido completamente apanhada de surpresa (como somos todas)! Apesar da resposta ser óbvia, não sabia o que dizer. "Sim, é claro que aceito!" e desatei a chorar de tanta emoção e surpresa. Retirou o Anel da caixa e colocou-mo no dedo. Beijámo-nos e abraçámo-nos e ficámos assim... Aquele momento éramos nós, sem espaço, nem tempo. Só nós os dois abraçados a rir e a chorar, naquele dia, àquela hora, naquele instante, naquele barco no rio Sena em frente à Torre Eiffel... Já não estava ninguém no barco, tinha voltado à realidade, essa que desta vez era doce, eu estava noiva!