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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capítulo VI: Back to Reality

Nunca nada nem ninguém me tinha surpreendido tanto! Ao ir a Paris, não imaginava que ía amar a cidade, como amei, e jamais, que voltaria de lá noiva! A vida realmente não pára de nos surpreender! De volta a Portugal, sentia que tudo era possível e estava ao meu alcance. Tinha óptimas perspetivas, uma vez que o presente não podía estar a correr melhor, tirando o pormenor das negociações para a casa que pretendíamos, terem "ido por água abaixo"...
 
Reunimos com a nossa família e contámos que estávamos noivos. Não tínhamos pensado ainda numa data para o casamento, porque entretanto havia uma série de questões a nível profissional, que estavam a aguardar resolução e o importante era o fato de termos subido mais um patamar na nossa relação: o Vitor tinha passado de namorado/ companheiro a noivo. Ok, um papel muito mais provisório que o anterior, nós sabíamos. Acerca deste último, pode mesmo dizer-se que tem prazo de validade! Perante a pergunta óbvia que alguém coloca quando lhe dizemos que vamos casar, a nossa resposta, essa era tudo menos óbvia. Não, não era "o mais rápido possível" ou "talvez na próxima Primavera". Era mesmo: "talvez daqui a 2 anos, lá para 2013"! lol Perante a qual ouvíamos comentários do género: "txiii, ainda falta tanto!" ou "o meu namorado, no dia em que me pediu em casamento, exigi imediatamente que marcássemos uma data"! Mas nós não tínhamos pressa: já namorávamos há 8 anos e morávamos juntos há 5, não havia necessidade de precipitar as coisas. Afinal de contas, 2 anos iríam passar num abrir e fechar de olhos e, para nós, o número 13 sempre foi auspicioso, achávamos que iría trazer sorte ao nosso casamento.
 
Inexplicavelmente, passados 2 anos à procura de casa e de quase termos desistido, surgiu uma nova oportunidade. Uma das inúmeras imobiliárias que tinham ficado com o nosso contato ligou-nos a perguntar se gostaríamos de marcar uma visita a um apartamento que estava à venda por um óptimo preço. O valor era tão apelativo que decidimos marcar ainda para esse dia, uma vez que a agente imobiliária frisou que já tinha uma série de visitas programadas. Foi desta maneira repentina que decidimos comprar casa, em Maio de 2011 numa 6ª-feira 13 (ou foi sorte ou milagre)! Não era a casa dos nossos sonhos, mas foi a escolhida, por nós e pelo destino!
 
Ora, estávamos noivos, já tínhamos casa e alguma segurança a nível profissional, só faltava marcar a data do casamento. Entretanto, o destino resolveu pregar-nos uma partida e, em Agosto de 2011 mandou o meu querido noivo um mês para a China... Eu só sei que fiquei de "olhos em bico", porque já não estava habituada a estar sozinha. Custou-me imenso, no entanto acabou por fortalecer mais ainda a nossa relação!

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