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domingo, 16 de setembro de 2012

Projeto "Tema de Casamento"

Nunca eu imaginei que um casamento fosse tão complexo de planear. Só me consciencializei do trabalho duro que iria ter pela frente, quando comecei a pesquisar e dei conta de todas as formalidades que são necessárias… Como por exemplo, o tema do casamento. Já não basta o simbolismo da cerimónia em si, será mesmo necessário encontrarmos uma manobra de distração?! Porque era isso que eu considerava inicialmente o tema- uma perfeita manobra de distração, para aquilo que é verdadeiramente importante! Era essa ideia que eu tinha acerca do assunto, julgava que o tema do casamento banalizava um pouco a cerimónia em si.
Apesar de tudo, apelei à minha imaginação, pesquisei websites nacionais e estrangeiros (os mesmos que recomendo neste blog) e o primeiro tema que me ocorreu foi “O Casório”, que foi a expressão que a minha irmã utilizou para se referir à cerimónia, e eu achei piada. Para além disso, tinha o seu quê de popular o que ía acabar por dar um estilo descontraído ao casamento.
Ora, sendo o matrimónio um sacramento, o livro “O Nosso Casamento” é a Bíblia e eu como católica que sou, senti necessidade de a consultar. E a Bíblia, sobre o assunto diz:

Como encontrar o tema perfeito?
Idealizar o tema do casamento é como escrever um guião para um filme: definam a época e o local em que vai decorrer, quais os trajes que vão ser usados, qual a palete de cores, qual o tipo de papel, que tons usar, tudo de acordo com uma linha condutora.
Por vezes nem sempre é fácil chegar ao tema, mas saibam que ele já está nas vossas cabeças, é só uma questão de o conseguirem encontrar. Questionem-se sobre as mais variadas coisas relacionadas com o vosso quotidiano e (…) com base nas respostas a estas questões, poderá surgir um tema que irá servir de inspiração ao casamento. (…) O tema do casamento deverá ser algo de que ambos gostem e que sintam que é realmente “a vossa cara”.
As questões que o livro coloca e que até foi giro responder a dois são:
§  Quais os vossos restaurantes favoritos? Descrevam porque gostam deles: a atmosfera, o tipo de cozinha, a qualidade da comida, a maneira como é servida, a forma como o restaurante é decorado.
§  Quais as vossas comidas preferidas? Francesa, típica, portuguesa, portuguesa inovadora, japonesa, chinesa, grelhados, indiana? Existe algum prato favorito nos restaurantes onde costumam ir?
§  Qual a vossa sobremesa favorita?
§  Se vos derem a escolher, qual o tipo de chocolate que preferem? Branco, leite, preto, os três ou nenhum?
§  Quais são as vossas bebidas preferidas? Cocktails de fruta, chá gelado, cerveja, bebidas espirituosas, licores, vinhos?
§  Onde gostariam de passar férias? O que é apelativo para vocês nesse local, e porquê? É um destino formal, cosmopolita, rústico ou mais descontraído?
§  Preferem a cidade ou o campo?
§  Quais são os vossos livros, espetáculos, filmes, histórias ou autores favoritos? E porque é que são favoritos, a que sentimentos apelam esses filmes, livros ou histórias?
 
§  Qual a vossa flor favorita? Existe alguma flor de que não gostem?
§  Quais as vossas cores favoritas? E quais as de que não gostam?
§  Têm algum passatempo ou interesse que gostariam de incorporar no vosso casamento?
§  Que designer ou marcas de roupa prefere? Preferem-nos pelo corte, pelas cores ou pelos tecidos?
§  Têm preferência por algum tipo de tecido ou padrão?
§  Existe alguma parte do dia ou do ano que vos inspire? Preferem o pôr-do-sol ou o amanhecer? Preferem o sentimento de aconchego de uma lareira? Será que podem transpor isso para o vosso casamento?
§  Têm algum tipo de coleção que possa servir de tema do casamento? Talvez linhos da avó, loiças antigas, caixinhas de jóias, pendentes de cristal, miniaturas de carros ou de barcos…
§  Imaginam o vosso casamento como um conto de fadas, sonhado desde a vossa infância, ou algo de caráter mais contemporâneo?
§  Vêem o vosso casamento como um único evento, ou uma série de eles a decorrer durante um fim-de-semana inteiro?
§  Qual o vosso tipo de música preferida? Façam uma lista dos vossos artistas favoritos e das suas músicas. E, obviamente, das músicas que não desejam ouvir no casamento.
§  Se tiverem um dia sem nada para fazer, o que gostam de fazer? Adoravam passar o dia num SPA a mimarem-se, ou a fazer um passeio na montanha? Pensem como pode transportar isso para o vosso casamento. Que magia especial se reflete na vossa escolha?
§  Qual o vosso estilo de fotografia favorito? Fotojornalismo, documentário ou retrato tradicional?
§  Que tipo de fotografias preferem? Preto e branco? Cor? Sépia?

Respondido o questionário, continuámos sem saber que tema escolher. No entanto, e analisando os gostos que temos em comum, e com potencial para dar origem a um tema engraçado, os finalistas foram: música e cinema. Uma vez que, nas minhas pesquisas na web, vi muitos temas relacionados com cinema, optámos pela música!
Como já tínhamos comprado uns postais com um coração e umas flores para fazer os convites, na Rifle Paper Co., mais tarde, numa noite de insónias, surgiu a ideia do tema “Música no Coração”. Perfeito! Assentou que nem uma luva: é a fusão ideal entre a música, que nós adoramos, e o coração, que simboliza a parte emocional e afetiva da nossa relação e do casamento. A banda sonora da nossa relação, as músicas favoritas que têm um lugar especial no nosso coração, enfim… é um tema que tem um enorme potencial, basta alguma imaginação e mais noites de insónias! Lol
Tema de Casamento þ

sábado, 15 de setembro de 2012

Projeto "Vestido de Noiva"


A MINHA BÍBLIA!
 


Segundo o livro "O Nosso Casamento", “não existe mulher nenhuma que, ao usar o vestido de noiva dos seus sonhos, não se sinta esplendorosa, pois a sua beleza simplesmente irradia. Todas as mulheres que sonham casar, sonham fazê-lo num vestido de noiva”. Ora, eu até concordo com tudo isso agora que já escolhi o meu vestido, no entanto, para quem nunca se imaginou a casar, muito menos vestida de noiva, a escolha do vestido pode ser uma tarefa árdua. Comecei então a minha pesquisa através da web. Como todas as mulheres, já tinha uma ideia do que me fica bem, sendo assim, imaginei desde logo as linhas do vestido que me favoreceriam. Tinha que ter decote em V, ser fluido, leve, confortável, não ter uma grande cauda, para não atrapalhar na altura do baile e o tecido seria em renda e/ ou organza.
Quando estiver preparada para finalmente ir às compras, deve ter em consideração alguns pensamentos prévios que a ajudarão a obter um melhor resultado:
§      TENHA A MENTE ABERTA – embora já possa ir com uma ideia daquilo que pretende, é importante que vá em busca do seu vestido de noiva com uma mente aberta e disposta a olhar para possibilidades que não estava à espera de encontrar. Nem sempre a silhueta na qual se imagina será realmente a que lhe assenta melhor.  
ý (Discordo) os modelos cai-cai, que sempre evitei porque me assentam mal, realmente não me favoreciam. Penso que devemos seguir o nosso instinto e excluir logo, à partida, os tais pormenores que sabemos não nos favorecerem, para depois não ficarmos desiludidas…
§ VISITE VÁRIAS LOJAS – não fique só por uma loja ou por uma marca. Visite pelo menos três lojas distintas. Embora possa parecer que o vestido que viu na primeira loja é o tal, a verdade é que na segunda poderá encontrar um que seja ainda mais especial que o anterior. Também não deve exagerar e tentar ir a todas as lojas possíveis de vestidos de noiva. Faça compras de montra, olhe, observe se o estilo da loja está de acordo com o seu estilo e, se sim, entre, mas não se comprometa. Se for pressionada pela vendedora da loja e ela lhe disser que outra pessoa, entretanto poderá comprar o vestido, não preste atenção, os vestidos poderão ser mandados fazer com um mínimo de dois meses de antecedência. Por isso, se ainda tiver tempo, não ceda a pressões.
þ (Concordo) também eu visitei várias lojas (duas, no total!), porém, estava disposta a visitar todas as lojas que achasse conveniente. Eu sou do género: primeiro gosto de ver e sondar todas as opções e só depois é que decido. A primeira loja que visitei foi a Maria Karin, situada na Rua da Prata, em Lisboa. Encontrei-a através de uma pesquisa na web e na qual vi um vestido com as características que pretendia. Fui acompanhada pela minha mãe e pelo meu noivo, que ficou cá fora, claro! O atendimento deixou muito a desejar, parecia que a vendedora estava desesperada por vender um vestido… Nem sequer tinham para prova o vestido que eu pretendia, no entanto, como era a minha primeira experiência, deixei-me levar. Quando dei por mim estava a experimentar vestidos do género dos quais já tinha excluído à partida- modelo cai-cai e em cetim… A minha mãe ficou maravilhada quando me viu, é claro! Finalmente, quando despi o vestido, só passados 2 minutos, parecia me tinham tirado um peso de cima… e só me lembro de pensar: “será que são todos assim todos tão pesados?! Não vou aguentar um dia inteiro com isto vestido… Fiquei um pouco desanimada, confesso, julguei que talvez nunca conseguisse encontrar o “Vestido”. A juntar a tudo isto ainda levei com a típica conversa de vendedora no final: “se gosta dele é melhor levar já porque de hoje para amanhã pode já não estar disponível…” urrr
 
§ NÃO SEJA IMPULSIVA – Não compre na hora. Vá para casa e durma sobre o assunto. Se já visitou outras lojas e aquele foi o que lhe disse: “leva-me contigo”, então leve a madrinha ou uma amiga (que saiba que é sincera consigo), e talvez a sua mãe (se confiar nas opiniões dela), e vá de novo experimentar. Se as opiniões não forem uniformes, vá para casa e pense de novo. Se ele ainda estiver na sua cabeça, isto é como o amor: vá à loja e dê o sinal.
þý (Concordo em parte) uma característica que eu nunca tive é impulsividade, no entanto fiquei tão maravilhada com o atendimento personalizado da Pronovias de Viseu… até parecia estar na série "Say yes to the dress". Sim, confesso foi aqui que comprei o vestido, na segunda loja que visitei, passados 6 vestidos experimentados, alguma ansiedade e entusiasmo à mistura, que disfarçava com um sorriso de orelha a orelha e algumas risadas! Quando decidi que era aquele, parece que nem estava em mim (até me esqueci do código do cartão VISA J), contava ir a mais uma série de lojas e experimentar mais alguns modelos, dormir sobre o assunto e um belo dia, ter uma revelação na qual imaginaria o vestido e pensaria: é mesmo aquele que vi na loja x/y/z…Mas para quê complicar, a vida é tão simples apesar de nos casarmos só uma vez (supostamente!), investirmos alguns milhares de euros e aquele dia ser um dos dias mais importantes das nossas vidas… Nã, é uma grande pressão que sentimos, inevitavelmente…!

     Continuando, tive que marcar previamente a visita à loja (lembro-me de ter pensado: fogo, é preciso marcar para ir ver uns vestiditos?!) Lá fui eu, desta vez, e seguindo o conselho da minha bíblia, fui acompanhada pela minha mãe e pela minha recém Madrinha de Casamento (tinha-a convidado há 2 dias)! Gostei desde logo do atendimento da assistente, que me pediu para selecionar no website os modelos que queria experimentar. Entrei no provador que era quase do tamanho do meu quarto, a minha mãe e a minha madrinha sentaram-se confortavelmente no sofá e eu senti-me uma princesa, a ser vestida por uma assistente com vestidos que nunca imaginara vestir! Foi um momento muito especial e emocionante! Gostei desde logo de me ver com o Tal, por incrível que pareça, ele tinha todas as características que eu procurava e achava que me favoreceriam! A minha mãe, madrinha, assistente e uma outra assistente que apareceu não sei de onde olharam-me encantadas e surpreendidas e só diziam: “parece que foi feito para ti!” Como poderia eu não o reservar, depois de ouvir comentários daqueles…?! Ao balcão, ainda tive um momento de hesitação, especialmente quando me apercebi que não me lembrava do código do cartão, aí pensei: “será que isto é um sinal e eu não devo comprar o vestido, pelo menos para já?!”. Mas lá liguei ao meu noivo e ele veio em minha salvação e acabou por pagar, todo sorridente, a reserva do vestido- 690€. É claro que até suou, quando descobriu que aquilo era só uma 1/3 parte do valor total do vestido… Coitadinho! Lol
       Vestido de Noiva  þ


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Projeto "Madrinha de Casamento"

Quanto à escolha da Madrinha de Casamento, a minha decisão foi um pouco difícil de tomar… Por um lado, e como na minha terrinha a tradição é que a Madrinha de Batismo seja também escolhida para o matrimónio, por outro lado, tinha outras pessoas em mente para o importante papel. No entanto, venceu a tradição!

E agora, como faço o pedido?
 
Ora, como a minha Madrinha, para além de me ter batizado, também foi minha Madrinha do Crisma, um novo pedido teria que ser especial. Para formalizar o pedido e marcar o momento, dei início ao projeto “Madrinha de Casamento”.
Como nos últimos tempos havia adquiri diverso material para scrapbooking, inspirada pela onda DIY Wedding, matéria-prima não me faltava! O resultado foi este:
 
O postal "Will you be my Bridesmaid"  é da Rifle Paper Co., uma papelaria americana. Apesar de não ser o mais adequado para o projeto em questão, tinha postais destes de sobra, uma vez que encomendei para formalizar o convite às minhas 4 damas de honor e só vendiam sets de 8 postais. Apesar deste pequeno pormenor, julgo que o que conta é a intenção! Sendo assim o material que utilizei foi:
- Iniciais dos nossos nomes em carimbos e almofada de tinta (adquiri no ebay);
- Fita auto-adesiva;
- Fita em organza em tons de pêssego e dourado;
- Caixa em cartão com tampa em plástico transparente  e aplique em cartão (vinha com o set dos 8 postais);
- Papel A4 salmão;
- Papel A4 dourado;
- Fio vintage vermelho e branco (não existe em Portugal, encomendei no site etsy).
No postal formalizei o convite e juntei uma pequena descrição de como pretendo que seja o dia do meu casamento assim como o papel da madrinha de casamento. Preparei também um miminho para ela- juntei algumas fotos nossas, do meu batizado e do crisma e envolvi-as com o tal fio vintage e voilá:

 

 
Juntei ainda uma imagem de inspiração para o meu casamento, coloquei tudo na caixinha e embrulhei com a fita em organza:
 

 
Adorei o resultado e no final, o meu objetivo foi concretizado, foi um momento emocionante, marcado por um pedido especial, daqueles que só acontecem uma vez na nossa vida!
E no final a resposta foi SIM :)! 

Madrinha de Casamento  þ

 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Capítulo III: Paris je t’aime!

Adoreiii Paris! Eu que julgava tratar-se dum cliché quando se referiam a Paris como “a cidade da luz e do amor”, esta cidade é tudo isso e muito mais!
Há literalmente amor e magia no ar, respira-se felicidade em Paris!



Ficámos no quarto nº 508 do Hotel Printania, situado perto da Place de la Nation, que no século XVII se chamava Place du Trône. Louis XIV fez ali a sua entrada triunfal após o seu casamento com a esposa Marie Thérèse d’Áustriche, no dia 26 de Julho de 1660. O nome da praça advém do fato de que para este dia construíram ali um trono, que foi, mais tarde, durante a Revolução Francesa, deitado a baixo e em seu lugar foi colocada a guilhotina. Foi rebatizada de Place du Trône-Renversé (ou “praça do trono caído”) após 10 de agosto de 1792.O nome actual foi-lhe atribuído em 1880, altura em que se celebrou pela primeira vez o dia 14 de Julho, festa nacional. Tem como monumento central o «Le Triomphe de la République», encomendado em 1879 pela cidade de Paris ao escultor Jules Dalou, para o aniversário de 100 anos da Revolução Francesa e inaugurada em 1899 e que representa a República rodeada pela Justiça, Liberdade e Abundância. A estátua volta seu olhar para a Place de la Bastille.

 
Cemitério Père Lachaise 
 
Nas imediações situa-se o Cemitiére du Père Lachaise. A primeira vez que ouvi falar neste cemitério foi através do apresentador José Carlos Malato, num dos seus programas da RTP1, tendo-o ele descrito como um dos sítios obrigatórios de ver em Paris. Na altura pensei que seria um pouco mórbido incluir a visita a um cemitério num roteiro turístico. No entanto, como fãs de Jim Morrison que somos, decidimos prestar esta homenagem ao grande cantor e poeta. E de facto, o túmulo de Jim Morrison (1943-1971) é o mais visitado.
Foi uma experiência do outro mundo! O Cemitério de Père Lachaise é o maior e mais importante cemitério de Paris, pelos inúmeros túmulos de personagens ilustres que guarda no seu tranquilo espaço verde- Molière (1622-1673), Honoré de Balzac (1799-1850), Oscar Wilde (1854-1900), Frédéric Chopin (1810-1849), Edith Piaf (1915-1963), Allan Kardec (1804-1869), Sarah Bernhart, Gay-Lussac, Abelardo e Eloísa, Yves Montand, Marcel Proust, Simone Signoret. Visitá-lo constitui quase uma peregrinação histórica, através da pintura, poesia e da filosofia. Os seus jardins e túmulos parecem ter sido retirados de um filme de Tim Burton (e quem sabe se não lhe serviu de inspiração!).
 

 Quase não foi necessário confirmar no mapa a localização do túmulo de Jim Morrison. Ainda estávamos nas imediações, quando começámos a ouvir The Doors- L.A. Woman e vemos, ao fundo da rua, um amontoado de fãs. Quando nos aproximámos do túmulo, reparámos que apesar de ser o túmulo mais visitado, é um dos mais simples e encontra-se protegido por grades de metal, uma vez que tem sido alvo de atos de vandalismo.
 
 Mais tarde viemos a saber que administração do cemitério já tentou transferir de lá o túmulo de Jim Morrison – local de concentração de fãs, no mínimo, barulhentos! Mas, como esse túmulo foi arrendado para sempre, enquanto existir o Père Lachaise, Jim Morrison descansará por lá.
 
 
Metro de Paris
 
O metro de Paris é algo de fabuloso. A sua linha 1 foi a primeira linha metroviária a operar na França. Inaugurada em 1900 para a Exposição Universal, a obra foi concluída sob o comando do engenheiro Fulgence Bienvenue - conhecido na França como o pai do metro . Foi ele quem, em 1985 desenvolveu o ante-projeto do que viria a ser, de fato, o metro parisiense. É também mais uma das figuras ilustres que repousa no Cemitério Père-Lachaise.
O que mais me fascinou nas inúmeras viagens de metro que fizémos, foram as elegantes edículas em estilo art nouveau que ornamentam as entradas de algumas das estações. Foram projetadas pelo arquiteto Hector Guimard (e de certo que também já serviram de inspiração a Tim Burton!)
 
 


 Museu do Louvre
 

Ir a Paris e não visitar o Louvre é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa.
O Louvre é considerado o maior Museu do mundo. Também, pudera, seus números são de assombrar qualquer ser humano. Este apresenta cerca de 8.000 anos de cultura oriental e ocidental e tem um acervo de 380 mil itens, dos quais 35 mil mantém em exibição permanente.
Situado no centro da cidade-luz, entre o Rio Sena e a Rue de Rivoli, esta estrutura é constituída por uma pirâmide de vidro no seu pátio central, que se justapõe à dos Champs-Élysées. É impossível entrar neste Museu sem passar pela Pirâmide, a qual tem 21 metros de altura e duzentas toneladas de vidro e de traves. Este fenómeno de arquitetura é submetido a uma limpeza semanal por um robô, criado justamente para desempenhar esta tarefa!
Já no seu interior, vimos obras ancestrais e criações contemporâneas, caminhámos entre a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia e a Vénus de Milo, bem como tivémos contato com objetos antigos do Egipto e da civilização greco-romana.
Mas o momento que, de tão emocionante, me provocou um arrepio, foi ao ver a escultura Vitória de Samotrácia, no alto da escadaria Darú... A sua localização estratégica dá-nos a sensação de que a estátua vai levantar voo ou de que o vento sopra e toca as suas vestes molhadas. É linda, grandiosa e é, de longe, a minha obra favorita do Museu do Louvre. A escultura representada sob a forma de mulher alada, para mim, ela simboliza a liberdade, o mar, o vento... Conta a história que um, ainda novato escultor grego, sem muita fama, foi o seu criador na época helenística, entre 220 e 190 a.C.. Foi descoberta pelo cônsul e arqueologista amador francês Charles Champoiseau em Abril de 1863 na Ilha de Samotrácia, no Mar Egeu.

Outra obra de destaque do Museu é a pintura A Liberdade Guiando o Povo (La Liberté guidant le peuple) de Eugène Delacroix, em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Uma mulher representando a Liberdade, guia o povo por cima dos corpos dos derrotados, levando a bandeira tricolor da Revolução francesa numa mão e um mosquete com baioneta na outra.
A pintura inspirou a Estátua da Liberdade, em Nova York, que foi dada pera os Estados Unidos como presente dos franceses, 50 anos depois do quadro ter sido pintado. Inspirou também a capa do álbum Viva la Vida ou Death and All His Friends dos Coldplay!

Por baixo daquela famosa pirâmide de vidro, fica o centro de atendimento aos visitantes, a Pirâmide Invertida e o Centro Comercial Le Carrousel du Louvre onde, além de comprar os bilhetes para o Museu, se podem visitar algumas lojas e até mesmo fazer uma refeição completa.
Outro detalhe muito bom do Museu é que podemos tirar fotos e filmar à vontade.






 
Ainda houve tempo (muito dificilmente...) para visitar os aposentos do Imperador de França Napoleão III (sobrinho de Napoleão Bonaparte) no primeiro andar da ala Richelieu. São verdadeiramente luxuosos, e embora tenha sido uma das últimas partes do museu a ser visitada por nós, foi também uma das mais apreciadas. Detalhes das pinturas no teto, lustres de cristais, decoração, tudo aqui reflete o luxo e o poder do Imperador.





E assim, 6 horas passadas e inúmeras obras-de-arte apreciadas, deixámos o Museu com a sensação de que muito havia ficado por ver... Quem sabe, voltaremos um dia...!
 

Arco de Triunfo do Carrousel

Continuando a peregrinação, andámos em direção à Place du Carrousel, um amplo espaço que ocupa a área onde antes surgia o Palácio das Tulherias, destruido num incêndio em 1871. Deparámo-nos com o Arco do Carrousel, e aí tive um déja vu! Este belo monumento é muito semelhante às Portas de Brandenburgo, de Berlim. Foi erguido entre 1806 e 1808, para celebrar as vitórias de Napoleão Bonaparte, de 1805. No topo tinham sido colocados os quatro cavalos dourados que Napoleão mandara vir da Basílica de S. Marcos em Veneza (para onde voltaram em 1815). Os originais foram substituídos por cópias às quais foi acrescentada uma quadriga (carroça) com a estátua da Paz.

Capítulo II: The family guy

As famílias são quase todas iguais e a nossa, também não iria ser diferente, só porque sim! “Ora a Rita e o Vitor que já namoram há tantos anos e não há maneira de se casarem, não pode ser, estão à espera de quê?!” A juntar a este tipo de comentários, as sobrinhas do Vitor já me tratavam por tia, a minha suposta sogra já não sabia como havia de me chamar que não fosse pelo meu nome (lol), até eu já achava que o Vitor era mais que um “namorado” e como nunca gostei da palavra “companheiro”, andava confusa! Ainda eu nem imaginava o que me esperava…!

Na altura andava aborrecida e desanimada, porque o construtor nunca mais respondia à nossa proposta e porque o banco pediu um spread altíssimo. Tínhamos marcado férias para Fevereiro e o meu namorado, com uma aparente espontaneidade, marcou uma viagem a Paris. Pessoalmente, nunca tinha ambicionado conhecer Paris, mas, apesar de pouco empolgada, achei que a Torre Eiffel até podia ser um monumento digno de se ver e, pensando melhor, talvez o Louvre não fosse um museu enfadonho! (J) Lá fomos nós!



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Capítulo I: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência!

Também o título de um filme que vimos por acaso num cinema em Viseu, que de imediato me prendeu ao ecrã pelo seu enredo, uma vez que retrata em parte a minha situação e do meu querido noivo! Ora vamos então por partes.


A comédia em questão conta a história de Tom e Violet (Jason Segel e Emily Blunt) que são um casal apaixonado a viver em São Francisco. Depois de vários anos de uma relação quase perfeita, sonham em oficializar a união numa enorme e divertida festa de casamento. Tudo parecia correr bem até Violet ser convidada a trabalhar como assistente na faculdade de psicologia da Universidade de Michigan, a mais de duas mil milhas de distância. Ambos concordam que, com esta proposta irrecusável em mãos, os planos para o grande dia terão de ser adiados. Porém, já em Michigan, nada parece querer colaborar com a relação e os dois vêem a data de casamento adiada, uma e outra vez. E é assim que, depois de cinco anos a lidar com a incómoda sensação de viverem uma relação estagnada, Tom e Violet começam a duvidar se foram de facto feitos um para o outro. Como todas as comédias românticas devem ter um final feliz, o casal acaba por casar de improviso, numa cerimónia vintage linda de morrer e super romântica, organizada pela família de ambos!
 
 




Eu e o meu “mais que tudo”, ao contrário do casal em questão, nunca tivemos dúvidas de que fomos feitos um para o outro. Conhecemo-nos por acaso, como toda a gente, mas quis o destino que a nossa amizade se tornasse em cumplicidade e nos desse, mais tarde, a perceção de que já não conseguíamos, nem tão pouco queríamos viver um sem o outro! A nossa relação foi crescendo. É engraçado a forma como ele já referiu, e com razão, durante um dos seus surtos de maturidade e bom senso :) que o "evoluir de uma relação deve ser como quando se constrói uma casa - devemos primeiro começar pelas fundações, e só mais tarde, e a seu tempo, é que chegamos ao telhado". Uma relação deve ter boas fundações: se não for sólida, acaba por desabar perante a mais pequena tempestade!
  
Ao fim de 5 anos de namoro, pessoalmente comecei a sentir alguma estagnação na minha vida ou talvez na nossa relação, não conseguia perceber. Na altura andávamos à procura de casa para comprar e acabei por associar tal sentimento, ao facto de desejar ter um cantinho que fosse nosso, neste mundo imenso! Procurámos casa durante 2 anos… Sabíamos o que queríamos, nós e quase todas as imobiliárias da nossa zona! (J)Mas o apartamento perfeito não aparecia… Os meus colegas de trabalho já me diziam que eu é que era muito esquisita e exigente e que nunca iría comprar casa, com uma lista tão extensa de critérios a incluir! Ou a casa não tinha varanda e nós pretendíamos uma varanda para o barbecue, ou era um rés-do-chão e aí a minha sogra já não ia conseguir dormir descansada à noite, lá na terrinha, só de pensar que poderíamos ser assaltados, ou por acaso tinha uma garagem em que o carro entrava após a enésima manobra, e… parecia já não sair… enfim… Foi uma longa jornada! Finalmente (achava eu), acabámos por encontrar o apartamento (quase) perfeito! Os seus únicos defeitos eram o facto de ser caro e de estar situado nas imediações de uma fábrica de adubos químicos, o que entretanto, e após alguma pesquisa descobrimos ser minimamente“eco-friendly”. O construtor não queria baixar o preço, porque, coitado, iria ficar a perder, no entanto, apresentámos uma proposta final e, entretanto, estávamos também a aguardar a resposta do banco acerca da simulação para o crédito à habitação.