Também o título de um
filme que vimos por acaso num cinema em Viseu, que de imediato me prendeu ao
ecrã pelo seu enredo, uma vez que retrata em parte a minha situação e do meu
querido noivo! Ora vamos então por partes.
A comédia em questão conta a história
de Tom e Violet (Jason Segel e Emily Blunt)
que são um casal apaixonado a viver em São Francisco. Depois de vários anos de
uma relação quase perfeita, sonham em oficializar a união numa enorme e
divertida festa de casamento. Tudo parecia correr bem até Violet ser
convidada a trabalhar como assistente na faculdade de psicologia da Universidade
de Michigan, a mais de duas mil milhas de distância. Ambos concordam que, com
esta proposta irrecusável em mãos, os planos para o grande dia terão de ser
adiados. Porém, já em Michigan, nada parece querer colaborar com a relação e os
dois vêem a data de casamento adiada, uma e outra vez. E é assim que, depois de
cinco anos a lidar com a incómoda sensação de viverem uma relação estagnada,
Tom e Violet começam a duvidar se foram de facto feitos um
para o outro. Como todas as comédias românticas devem ter um final feliz, o
casal acaba por casar de improviso, numa cerimónia vintage linda de
morrer e super romântica, organizada pela família de ambos!
Eu e o meu “mais que
tudo”, ao contrário do casal em questão, nunca tivemos dúvidas de que fomos
feitos um para o outro. Conhecemo-nos por acaso, como toda a gente, mas quis o
destino que a nossa amizade se tornasse em cumplicidade e nos desse, mais tarde,
a perceção de que já não conseguíamos, nem tão pouco queríamos viver um sem o
outro! A nossa relação foi crescendo. É engraçado a forma como ele já referiu, e
com razão, durante um dos seus surtos de maturidade e bom senso :) que o
"evoluir de uma relação deve ser como quando se constrói uma casa - devemos
primeiro começar pelas fundações, e só mais tarde, e a seu tempo, é que chegamos
ao telhado". Uma relação deve ter boas fundações: se não for sólida, acaba por
desabar perante a mais pequena tempestade!
Ao fim de 5 anos de namoro,
pessoalmente comecei a sentir alguma estagnação na minha vida ou talvez na nossa
relação, não conseguia perceber. Na altura andávamos à procura de casa para
comprar e acabei por associar tal sentimento, ao facto de desejar ter um
cantinho que fosse nosso, neste mundo imenso! Procurámos casa durante 2 anos…
Sabíamos o que queríamos, nós e quase todas as imobiliárias da nossa zona! (J)Mas o apartamento perfeito não aparecia… Os meus colegas de trabalho já me
diziam que eu é que era muito esquisita e exigente e que nunca iría comprar
casa, com uma lista tão extensa de critérios a incluir! Ou a casa não tinha
varanda e nós pretendíamos uma varanda para o barbecue, ou era um rés-do-chão e
aí a minha sogra já não ia conseguir dormir descansada à noite, lá na terrinha,
só de pensar que poderíamos ser assaltados, ou por acaso tinha uma garagem em
que o carro entrava após a enésima manobra, e… parecia já não sair… enfim… Foi uma longa
jornada! Finalmente (achava eu), acabámos por encontrar o apartamento (quase)
perfeito! Os seus únicos defeitos eram o facto de ser caro e de estar situado
nas imediações de uma fábrica de adubos químicos, o que entretanto, e após
alguma pesquisa descobrimos ser minimamente“eco-friendly”. O construtor não queria baixar o preço, porque,
coitado, iria ficar a perder, no entanto, apresentámos uma proposta final e,
entretanto, estávamos também a aguardar a resposta do banco acerca da simulação
para o crédito à habitação.
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