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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Capítulo I: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência!

Também o título de um filme que vimos por acaso num cinema em Viseu, que de imediato me prendeu ao ecrã pelo seu enredo, uma vez que retrata em parte a minha situação e do meu querido noivo! Ora vamos então por partes.


A comédia em questão conta a história de Tom e Violet (Jason Segel e Emily Blunt) que são um casal apaixonado a viver em São Francisco. Depois de vários anos de uma relação quase perfeita, sonham em oficializar a união numa enorme e divertida festa de casamento. Tudo parecia correr bem até Violet ser convidada a trabalhar como assistente na faculdade de psicologia da Universidade de Michigan, a mais de duas mil milhas de distância. Ambos concordam que, com esta proposta irrecusável em mãos, os planos para o grande dia terão de ser adiados. Porém, já em Michigan, nada parece querer colaborar com a relação e os dois vêem a data de casamento adiada, uma e outra vez. E é assim que, depois de cinco anos a lidar com a incómoda sensação de viverem uma relação estagnada, Tom e Violet começam a duvidar se foram de facto feitos um para o outro. Como todas as comédias românticas devem ter um final feliz, o casal acaba por casar de improviso, numa cerimónia vintage linda de morrer e super romântica, organizada pela família de ambos!
 
 




Eu e o meu “mais que tudo”, ao contrário do casal em questão, nunca tivemos dúvidas de que fomos feitos um para o outro. Conhecemo-nos por acaso, como toda a gente, mas quis o destino que a nossa amizade se tornasse em cumplicidade e nos desse, mais tarde, a perceção de que já não conseguíamos, nem tão pouco queríamos viver um sem o outro! A nossa relação foi crescendo. É engraçado a forma como ele já referiu, e com razão, durante um dos seus surtos de maturidade e bom senso :) que o "evoluir de uma relação deve ser como quando se constrói uma casa - devemos primeiro começar pelas fundações, e só mais tarde, e a seu tempo, é que chegamos ao telhado". Uma relação deve ter boas fundações: se não for sólida, acaba por desabar perante a mais pequena tempestade!
  
Ao fim de 5 anos de namoro, pessoalmente comecei a sentir alguma estagnação na minha vida ou talvez na nossa relação, não conseguia perceber. Na altura andávamos à procura de casa para comprar e acabei por associar tal sentimento, ao facto de desejar ter um cantinho que fosse nosso, neste mundo imenso! Procurámos casa durante 2 anos… Sabíamos o que queríamos, nós e quase todas as imobiliárias da nossa zona! (J)Mas o apartamento perfeito não aparecia… Os meus colegas de trabalho já me diziam que eu é que era muito esquisita e exigente e que nunca iría comprar casa, com uma lista tão extensa de critérios a incluir! Ou a casa não tinha varanda e nós pretendíamos uma varanda para o barbecue, ou era um rés-do-chão e aí a minha sogra já não ia conseguir dormir descansada à noite, lá na terrinha, só de pensar que poderíamos ser assaltados, ou por acaso tinha uma garagem em que o carro entrava após a enésima manobra, e… parecia já não sair… enfim… Foi uma longa jornada! Finalmente (achava eu), acabámos por encontrar o apartamento (quase) perfeito! Os seus únicos defeitos eram o facto de ser caro e de estar situado nas imediações de uma fábrica de adubos químicos, o que entretanto, e após alguma pesquisa descobrimos ser minimamente“eco-friendly”. O construtor não queria baixar o preço, porque, coitado, iria ficar a perder, no entanto, apresentámos uma proposta final e, entretanto, estávamos também a aguardar a resposta do banco acerca da simulação para o crédito à habitação.

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