Há literalmente amor e magia no ar, respira-se felicidade em Paris!
Ficámos no quarto nº 508 do
Hotel Printania, situado perto da Place de
la Nation, que no século XVII se chamava Place du Trône. Louis XIV fez ali a sua entrada triunfal após o seu
casamento com a esposa Marie Thérèse d’Áustriche, no dia 26 de Julho de
1660. O nome da praça advém do fato de que para este dia construíram ali um trono, que foi, mais tarde, durante
a Revolução Francesa, deitado a baixo e em seu lugar foi colocada a guilhotina.
Foi rebatizada de Place du Trône-Renversé (ou “praça do trono caído”) após 10 de
agosto de 1792.O nome
actual foi-lhe atribuído em 1880, altura em que se celebrou pela primeira vez o
dia 14 de Julho, festa nacional. Tem como monumento central o «Le Triomphe de la
République», encomendado em 1879 pela cidade de Paris ao escultor Jules Dalou,
para o aniversário de 100 anos da Revolução Francesa e inaugurada em 1899 e que
representa a República rodeada pela Justiça, Liberdade e Abundância. A estátua
volta seu olhar para a Place de la Bastille.
Cemitério Père Lachaise
Nas imediações
situa-se o Cemitiére du Père Lachaise. A primeira vez
que ouvi falar neste cemitério foi através do apresentador José Carlos
Malato, num dos seus programas da RTP1, tendo-o ele descrito como um dos
sítios obrigatórios de ver em Paris. Na altura pensei que seria um pouco mórbido
incluir a visita a um cemitério num roteiro turístico. No entanto, como fãs de
Jim Morrison que somos, decidimos prestar esta
homenagem ao grande cantor e poeta. E de facto, o túmulo de Jim
Morrison (1943-1971) é o mais visitado.
Foi uma experiência do outro mundo!
O Cemitério de Père Lachaise é o maior e mais importante cemitério de
Paris, pelos inúmeros túmulos de personagens ilustres que guarda no seu
tranquilo espaço verde- Molière (1622-1673), Honoré de Balzac (1799-1850),
Oscar Wilde (1854-1900), Frédéric Chopin (1810-1849), Edith Piaf (1915-1963),
Allan Kardec (1804-1869), Sarah Bernhart, Gay-Lussac, Abelardo e Eloísa, Yves
Montand, Marcel Proust, Simone Signoret. Visitá-lo constitui quase uma
peregrinação histórica, através da pintura, poesia e da filosofia. Os seus
jardins e túmulos parecem ter sido retirados de um filme de Tim Burton
(e quem sabe se não lhe serviu de inspiração!).

Quase não foi necessário confirmar no
mapa a localização do túmulo de Jim Morrison. Ainda estávamos nas imediações,
quando começámos a ouvir The Doors- L.A. Woman e vemos, ao fundo da rua, um amontoado
de fãs. Quando nos aproximámos do túmulo, reparámos que apesar de ser o túmulo
mais visitado, é um dos mais simples e encontra-se protegido por grades de
metal, uma vez que tem sido alvo de atos de vandalismo.
Mais tarde viemos a saber que
administração do cemitério já tentou transferir de lá o túmulo de Jim Morrison –
local de concentração de fãs, no mínimo, barulhentos! Mas, como esse túmulo foi
arrendado para sempre, enquanto existir o Père Lachaise, Jim
Morrison descansará por lá.
Metro de Paris
O metro de Paris é algo de fabuloso. A sua linha 1 foi a primeira linha metroviária a operar na França. Inaugurada em 1900 para a Exposição Universal, a obra foi concluída sob o comando do engenheiro Fulgence Bienvenue - conhecido na França como o pai do metro . Foi ele quem, em 1985 desenvolveu o ante-projeto do que viria a ser, de fato, o metro parisiense. É também mais uma das figuras ilustres que repousa no Cemitério Père-Lachaise.
O que mais me fascinou nas inúmeras viagens de metro que fizémos, foram as elegantes edículas em estilo art nouveau que ornamentam as entradas de algumas das estações. Foram projetadas pelo arquiteto Hector Guimard (e de certo que também já serviram de inspiração a Tim Burton!)
Museu do Louvre
Place du Tertre
De seguida, visitámos a Praça du Tertre, localizada nas proximidades da basílica de sacre Coeur, no centro de Montmartre, local onde se concentram os artistas para trabalhar e vender as suas obras. Picasso e Utrillo viveram lá. A poucos metros de distância da Place du Tertre, o espaço Salvador Dali expõe esculturas e desenhos do artista. Nesta praça pitoresca e muito animada, há cafés com mesas na calçada, restaurantes e uma exposição permanente com cavaletes de 140 artistas, entre eles pintores, retratistas e caricaturistas, que expõem as suas obras e pintam ao ar livre. É um bairro caricato, com as suas ruelas e o famoso café "La Mère Catherine", restaurante fundado em 1793, que foi o primeiro bistrô de Paris. Conta-se que a palavra "bistrô" teria nascido neste café em 1814 durante a ocupação russa, quando os soldados cossacos, apressados, pediam uma bebida dizendo: "Bistro! Bistro!". Isto é: "Rápido! Rápido!", em russo. Ao que parece, Montmartre foi um lugar importante da vida artística parisiense com o nascimento de vários grandes movimentos picturais: o impressionismo, o cubismo, o fauvismo, o futurismo e o surrealismo, seja com Toulouse-Lautrec, Modigliani, Braque, Picasso ou Van Gogh.
Torre Eiffel (curiosidades)
Apesar da sua estrutura colossal, a Torre Eiffel foi apenas construída para a Exposição Universal de 1889 e após a qual se previa a sua demolição. O seu uso para estudos meteorológicos e o bom senso dos parisienses evitaram que tal descalabro ocorresse.
Até à época da construção da Torre Eiffel, a edificação mais alta erguida por seres humanos era a Grande Pirâmide de Quéops, no Egito, com 138 metros de altura e quase cinco mil anos de idade. A Torre Eiffel permaneceu como a construção mais alta do mundo até 1930!
O seu construtor foi Alexandre Gustave Eiffel, que antes tinha apresentado o seu projeto a outras cidades, em vez de Paris, nomeadamente Barcelona, e foi rejeitado.
Quando estava a ser construída, um grupo de artistas e escritores da França protestou; um documento saiu a público contra a construção da Torre, afirmando-se que ía ser a desonra de Paris e qualificaram-na de "chaminé de fábrica", completamente inútil (lol).
Demorou 26 meses a ser construída e foi inaugurada pelo Príncipe de Gales que, posteriormente, tornou-se o Rei Eduardo VII do Reino Unido. Encontra-se em Champs de Mars e tem 333 metros de altura, sendo de ferro. O seu peso total é de cerca de 9.000 toneladas, incluindo 40 toneladas de tinta. Tem três plataformas para o público (nas quais muitos pedidos de casamento têm acontecido!): a primeira, a 57 metros, a segunda a 115 metros e a terceira a 276 metros. Para chegar ao primeiro nível, qualquer turista tem que subir 360 degraus. A primeira e a segunda plataforma estão separadas por 359 passos. No total são 1.662 degraus até chegar ao topo! Felizmente, um sistema de elevadores também foi instalado. Pouco antes da captura de Paris pelos nazis, alguém cortou os cabos do elevador, de modo a que, se Hitler quisesse subir ao topo da torre, ele teria que andar (ahahah).
A primeira plataforma possui um bom restaurante. Quem pretender desfrutar de uma excelente cozinha francesa e jantar observando uma fantástica vista de Paris (e pagar quase o preço da Torre!) é absolutamente necessário reservar com antecedência. Nós não chegámos a subir à Torre, uma vez que encontrámos uma fila de horas e o nosso tempo era limitado... no entanto, sabíamos que, de Sacre Coeur, teríamos igualmente uma vista privilegiada sobre a cidade. Em vez disso, explorámos a zona em redor da Torre Eiffel, que é também lindíssima!
Outra curiosidade é que a Torre é iluminada com 352 focos, de 1 KW cada, e obtém a iluminação atual com luzes que piscam, o que, vista à noite, se torna em algo mágico!
A Torre é também 15 centímetros mais alta no Verão do que no Inverno, devido à dilatação do ferro e que é torta, devido ao mesmo fenómeno: no período da manhã, recebe os raios solares sobre uma face, e, como a sua construção é exclusivamente metálica, as vigas de aço dilatam-se sob a ação solar, ficando, deste modo, a parte aquecida aumentada, o que a faz vergar para o lado oposto. No período da tarde, ela tende a entortar para o outro lado, por causa da mudança da posição do Sol.













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