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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Capítulo VII: A escolha da Data

Já tínhamos decidido que 2013 iría se o ano, agora só faltava escolher o dia e o mês! Já nem me recordo de quantas vezes alterámos a data do "casório", mas foram algumas. Inicialmente o Vitor sugeriu que fosse no dia dos meus anos, ideia que particularmente não me agradou, uma vez que ou fazia anos, ou me casava! E em Março achámos que era capaz de estar fresquinho e tal...! Depois, voltando ao número 13, e por coincidência, lembrei-me do dia 13/07/13, o mesmo dia em que os meus pais se casaram! Adivinhava-se uma data especial!
 
Só cerca de um ano após termos ficado noivos é que resolvemos ter a tal conversa séria com os nossos pais: "Pai, mãe, já parece mal estarmos noivos, vamos lá então despachar isto! Como estão de finanças?". O que tínhamos inicialmente idealizado era casar numa quinta no Douro, numa cerimónia intimista, só com a família mais próxima. Ideia que não agradou a ambas as partes da família, por ser longe e por não ser a terra da noiva. No dia 11 de Fevereiro de 2011 vimos a nossa primeira quinta com os meus pais. A organização do nosso casamento tinha oficialmente começado.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capítulo VI: Back to Reality

Nunca nada nem ninguém me tinha surpreendido tanto! Ao ir a Paris, não imaginava que ía amar a cidade, como amei, e jamais, que voltaria de lá noiva! A vida realmente não pára de nos surpreender! De volta a Portugal, sentia que tudo era possível e estava ao meu alcance. Tinha óptimas perspetivas, uma vez que o presente não podía estar a correr melhor, tirando o pormenor das negociações para a casa que pretendíamos, terem "ido por água abaixo"...
 
Reunimos com a nossa família e contámos que estávamos noivos. Não tínhamos pensado ainda numa data para o casamento, porque entretanto havia uma série de questões a nível profissional, que estavam a aguardar resolução e o importante era o fato de termos subido mais um patamar na nossa relação: o Vitor tinha passado de namorado/ companheiro a noivo. Ok, um papel muito mais provisório que o anterior, nós sabíamos. Acerca deste último, pode mesmo dizer-se que tem prazo de validade! Perante a pergunta óbvia que alguém coloca quando lhe dizemos que vamos casar, a nossa resposta, essa era tudo menos óbvia. Não, não era "o mais rápido possível" ou "talvez na próxima Primavera". Era mesmo: "talvez daqui a 2 anos, lá para 2013"! lol Perante a qual ouvíamos comentários do género: "txiii, ainda falta tanto!" ou "o meu namorado, no dia em que me pediu em casamento, exigi imediatamente que marcássemos uma data"! Mas nós não tínhamos pressa: já namorávamos há 8 anos e morávamos juntos há 5, não havia necessidade de precipitar as coisas. Afinal de contas, 2 anos iríam passar num abrir e fechar de olhos e, para nós, o número 13 sempre foi auspicioso, achávamos que iría trazer sorte ao nosso casamento.
 
Inexplicavelmente, passados 2 anos à procura de casa e de quase termos desistido, surgiu uma nova oportunidade. Uma das inúmeras imobiliárias que tinham ficado com o nosso contato ligou-nos a perguntar se gostaríamos de marcar uma visita a um apartamento que estava à venda por um óptimo preço. O valor era tão apelativo que decidimos marcar ainda para esse dia, uma vez que a agente imobiliária frisou que já tinha uma série de visitas programadas. Foi desta maneira repentina que decidimos comprar casa, em Maio de 2011 numa 6ª-feira 13 (ou foi sorte ou milagre)! Não era a casa dos nossos sonhos, mas foi a escolhida, por nós e pelo destino!
 
Ora, estávamos noivos, já tínhamos casa e alguma segurança a nível profissional, só faltava marcar a data do casamento. Entretanto, o destino resolveu pregar-nos uma partida e, em Agosto de 2011 mandou o meu querido noivo um mês para a China... Eu só sei que fiquei de "olhos em bico", porque já não estava habituada a estar sozinha. Custou-me imenso, no entanto acabou por fortalecer mais ainda a nossa relação!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Capítulo V: O Senhor dos Anéis

Não podia estar mais feliz! Assim que cheguei ao hotel quis logo dar a notícia aos meus pais. Não conseguia esperar para contar a novidade pessoalmente só quando chegássemos a Portugal! Liguei-lhes, e disse que o Vitor me tinha oferecido um anel com um diamante e... íamos casar! Os meus pais ficaram felicíssimos, é claro! Apetecia-me ligar a toda a família e contar, sentia-me cheia de felicidade e tinha que partilhar parte com alguém, senão explodia. Lá fiz um esforço para me conter!
 
O Vitor, entretanto confessou que tinha andado o dia inteiro com o anel na mochila, à espera do momento perfeito para fazer a proposta, tal Frodo, no filme "O Senhor dos Anéis"! lol Esteve quase para o fazer quando estávamos sentados na escadaria de Sacre Coeur, porém, sentiu que, de alguma forma, tinha deixado passar o momento. No entanto, a vida é feita de acasos e a maior parte das vezes, não adianta planear, mas improvisar e deixar que o destino faça o resto. Os momentos perfeitos nunca são encenados, são espontaneamente surpreendentes. Confessou também que tinha pesquisado em blogs sobre os sítios mais românticos para fazer o pedido em Paris. A Torre Eiffel estava no top, mas tencionava fazê-lo num local diferente. Apesar de toda a dedicação penso que qualquer lugar seria especial, nem que tivesse sido no cemitério Père Lachaise (que eu adorei), o importante é o simbolismo do pedido: passarmos o resto da vida juntos e fazer uma cerimónia especial para selar a nossa união.
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Capítilo IV: O pedido

Entretanto, lá passeávamos nós por Paris, felizes e apaixonados a viver "la vie en rose". Apesar de só estarmos umas milhas afastados do nosso país, parecíamos estar num universo paralelo, um mundo à parte, perfeito, onde os problemas não existem, ou pelo menos, conseguimos não pensar neles.
 
Foi no dia do nosso 7º aniversário de namoro. Já tínhamos ido a Montmartre, de manhã e almoçámos por lá, num bistrô, um restaurante típico francês. O Vitor parecia-me estranho, algo pensativo e até um pouco tenso (agora que me recordo). No entanto, não valorizei. Fomos depois até Champs de Mars. Tínhamos planeado passear pela zona da Torre Eiffel e talvez fazer um passeio de barco pelo Sena. O dia estava frio, mas havia no ar uma energia reconfortante, a acompanhar de um cheirinho a crepes, que por vezes se fazia sentir, vindo das crêperies ambulantes. Não quisemos ignorar os nossos sentidos e comemos um maravilhoso crepe com chocolate. A Torre Eiffel vista de perto parecia tirada de um filme fantástico, com os seus jardins envolventes vestidos de Inverno. Fomos até à beira-rio, tínhamos então decidido fazer o passeio de barco. Sondámos os preços junto de algumas das empresas, comprámos os bilhetes e estávamos a aguardar a hora de embarque. Tocou o telemóvel do Vitor. Era o construtor a dar a notícia que nós tanto receávamos: não tinha sido aceite a proposta para a compra da casa dos nossos sonhos... Foi nessa altura que caí na realidade, voltei a Portugal por uns breves instantes... Ficámos desolados, apesar de acharmos que queríamos muito a casa, não poderíamos pagar o valor que o construtor pretendia. O Vitor tentou reconfortar-me, dizendo que iríamos procurar melhor, que talvez o destino assim quisesse.
 
O passeio foi lindo: saímos da Torre Eiffel e fomos até à ponta da Ilê de la Citê e depois voltámos ao ponto de partida. Já tinha anoitecido. Vimos a cidade toda iluminada ao som de músicas francesas românticas. A cidade luz. A Torre Eiffel estava linda, assim como Notre Dame e tudo o que estava na orla do rio. Vimos também a Ponte Alexandre III e a Ponte Neuf. Apesar de tudo, não poderíamos ter recebido a notícia em pior altura... Continuava triste e desiludida e acabei por não tirar o máximo partido da experiência... Estávamos a chegar ao cais de desembarque, quando o Vitor sugeriu que fôssemos até ao convés, para podermos ter uma melhor vista da Torre Eiffel. Tinha começado a cair uma chuva miudinha e eu abri o guarda-chuva. Por momentos distraí-me a apreciar a Torre Eiffel toda iluminada e quando olhei para o Vitor, ele disse: "Deixa lá, podemos não ter casa mas têmo-nos um ao outro! Queres casar comigo?". Tinha-se ajoelhado e na mão tinha uma pequena caixa com o Anel! Update : estava em Paris, já tinha antes ido a Portugal, por uns breves segundos, mas naquele instante devo ter ido à Lua e voltado! Tinha sido completamente apanhada de surpresa (como somos todas)! Apesar da resposta ser óbvia, não sabia o que dizer. "Sim, é claro que aceito!" e desatei a chorar de tanta emoção e surpresa. Retirou o Anel da caixa e colocou-mo no dedo. Beijámo-nos e abraçámo-nos e ficámos assim... Aquele momento éramos nós, sem espaço, nem tempo. Só nós os dois abraçados a rir e a chorar, naquele dia, àquela hora, naquele instante, naquele barco no rio Sena em frente à Torre Eiffel... Já não estava ninguém no barco, tinha voltado à realidade, essa que desta vez era doce, eu estava noiva!
 
 
 
 

 

 
 
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Projeto Convite de Casamento

Os convites são o primeiro acordar para uma realidade concreta, ainda mais especial que o sonho. São a primeira prova física de que o casamento está para acontecer. Um convite de casamento prevê uma bela história futura: quem são os protagonistas, onde vai acontecer, a que horas e que tipo de história vai ser contada.
 
Desde que comecei a planear o meu casamento que sabia que o convite que pretendia teria de ser personalizado e, de preferência, feito por nós. Ao invés daqueles convites de loja, já criados, sempre achei que o convite deve antes ser a "cara" do casal, assm como o espelho do estilo que se pretende incutir em toda a cerimónia do casamento.
 
Inicialmente definimos o estilo do nosso casamento como informal, divertido e laid back. Fizémos por imprimir este estilo em tudo, desde à escolha do tema, assim como da animação e decoração. Chegada a altura de escolher os convites, pusémos "mãos-à-obra e... fizémo-los! Eis o resultado:
 

O postal é da Rifle Paper Co., uma papelaria americana. Foi amor à primeira vista e serviu-me de inspiração no planeamento do casamento. O nosso logotipo foi também criado por nós: inspirados pelo tema "música no coração" e pelo nosso gosto pelo vinil.
 
Saqueta personalizada com o nosso logotipo, para os mapas

Material utilizado:


- Papel A4 pérola com brilho;
- Lápis, régua, tesoura e cola;
- Papel fotográfico para impressão;
- Paper punch circular.



 
Envelope
 
O envelope é também da Rifle Paper Co. e vinha a acompanhar o postal. Simulámos selos com a imagem do postal, uma foto de ambos e o nosso logotipo, "carimbámos" com a Torre Eiffel, uma vez que foi perto dela que foi feito o pedido de casamento.
 


Por fim, envolvemos o envelope com fio vintage vermelho e branco (do site etsy) e voilá:
 
 
 

Adorámos o resultado e achámos que valeu bem o esforço e dedicação, uma vez que, no convite, para além dos dados importantes relativos ao casamento, conseguimos imprimir também a nossa personalidade!
 
Convite de casamento þ